Perashá: Vaetchanan – 14 de Av de 5781 – 23 de julho de 2021

(1) Perashá: Vaetchanan (Devarim/Deuteronômio 03:23 – 07:11) – Moises suplica a D’us que o deixe entrar na Terra Santa, mas seu pedido é rejeitado. (D’us sempre responde às nossas orações – às vezes com um “sim”, às vezes com um “não”). Moises ordena o Povo a não acrescentar nem subtrair nada à Torá e a cumprir todos os mandamentos. D’us não tem forma nem figura e que não devemos idolatrar ou fazer ídolos de espécie alguma. As cidades de Bézer, Ramós e Golán são designadas cidades-refúgio no lado leste do Rio Jordão. Alguém que tivesse assassinado por acidente poderia escapar para lá para evitar a vingança dos parentes do falecido. Os Dez Mandamentos são repetidos para todo o Povo. Moises explica o Shemá Israel, afirmando a unicidade de D’us, a Quem todos nós devemos amar e transmitir Seus mandamentos para a geração seguinte. Moises então lhes transmite o mandamento do Todo-Poderoso para não realizarem casamentos mistos, “pois isto afastará seus filhos para longe de Mim (Devarim 7:3-4).” Os homens devem colocar Mezuzá no batente das portas de seu lar (exceto na do banheiro) e usar Tefilin sobre o braço e a cabeça.

2) Dvar Torá: baseado no livro, Crescer Pela Torá, do rabino Zelig Pliskin – Moises queria entrar na Terra de Israel, mas o Criador não o permitiu. A Torá declara que Moises disse: “E eu rezei para D’us naquele momento dizendo …(Devarim/ Deuteronômio 3:23)”. Uma das maneiras de se entender a Torá é através da guemátria, examinando os valores numéricos das palavras. O que aprendemos do valor numérico (515) da 1º palavra do versículo, Vaetchanan (“E eu rezei”)? Nossos Sábios nos contam que Moises rezou para D’us tantas orações quanto o valor numérico de Vaetchanan: 515 orações. Isto nos mostra o quanto era grande o desejo de Moises de entrar na Terra Santa. Neste trecho da Torá vemos que Moises continuou pedindo por 515 vezes. Isto é verdadeiramente espantoso, surpreendente. Aprendemos daqui o princípio de que o caminho para o sucesso passa pela persistência. Especialmente em assuntos espirituais, precisamos adotar esta atitude. Existem 3 regras para o sucesso: 1) Iniciativa: você precisa tentar 2) Perseverança: você precisa continuar tentando 3) D’us abençoar seus esforços. Crianças pequenas são o melhor exemplo de persistência … Se algo realmente é importante para você, então persista para ter sucesso.

(3) O dia de hoje na História Judaica– Domingo, 18 Julho, 9 Av, A geração do Êxodo é condenada a morrer no deserto (1312 AEC) A Nove de Av de 2449 (1312 AEC), a geração de judeus que saiu do Egito sob a liderança de Moshê 16 meses antes foi condenada a morrer no deserto e a entrada na Terra de Israel foi adiada por 40 anos. Esta é a primeira das cinco tragédias nacionais que ocorreram em 9 de Av relatadas pelo Talmud (Taanit 4:6), devido às quais o dia foi designado como dia de jejum. As outras quatro foram: a destruição dos dois Templos, a Queda de Betar, e a destruição de Jerusalém.

Destruição dos Templos Sagrados (Nascimento de Mashiach 423 AEC e 69 EC) Tanto o Primeiro como o segundo Templo em Jerusalém foram destruídos em 9 de Av: o Primeiro pelos babilônios em 3338 (423 AEC) e o Segundo pelos Romanos em 3829 (69 EC). A destruição dos Templos representa a maior tragédia na História Judaica, pois assinala nossa descida à galut – o estado de exílio físico e afastamento espiritual no qual nos encontramos hoje. Assim, a Destruição é pranteada como uma tragédia que afeta nossa vida hoje, 2000 anos depois, não menos que a própria geração que a viveu em primeira mão. Porém Nove de Av também é um dia de esperança. O Talmud relata que Mashiach (“O Ungido” – o Messias), nasceu no mesmo momento em que o Templo foi incendiado e o Galut começou. [Isso está de acordo com os ensinamentos de Nossos Sábios, que: “Em toda geração nasce um descendente de Yehuda que é digno de se tornar o Mashiach de Israel” (Bartinoro sobre Ruth); “Quando chegar a hora, D’us se revelará a ele e o enviará, e então o espírito de Mashiach, que está oculto em segredo no Alto, se manifestará nele” (Chattam Sofer).] Queda de Betar (133 EC) – Betar, a última fortaleza na heróica rebelião de Bar Kochba, caiu para os romanos a 9 de Av de 3893 (133 EC), após um cerco de 3 anos. Aproximadamente 580.000 judeus morreram de fome ou pela espada, incluindo Bar Kochba, líder da rebelião.

4) Expulsão dos judeus da Inglaterra (1290) Os judeus da Inglaterra foram expulsos pelo Rei Edward I nesta data em 1290. Expulsão dos judeus da Espanha (1492) Os judeus da Espanha foram expulsos pelo Rei Fernando e pela Rainha Isabel a 9 de Av de 1492, dando fim a muitos séculos de florescente vida judaica naquele país. Leis e Costumes – Jejum de Tishá BeAv

Para àqueles que rezarem Minchá logo após o kidush na sinagoga, ao retornarem para casa almoçarem e mais tarde fazerem a seudá, em preparação ao jejum, antes de retornarem à sinagoga para Maariv já deverão calçar sapatos que não sejam de couro. Para àqueles que optarem por recitar a Prece de Minchá no horário normal, ao final da tarde, deverão trazer seus sapatos de tecido ou outro material antes do Shabat para a sinagoga para que possam efetivar a troca (calçados de couro por outros) ao término do Shabat, antes de Maariv. Echá – o Livro das Lamentações – é lido nesta noite na sinagoga. Que possam os dias de jejum serem transformardos em dias de alegria, o Templo Sagrado em Jerusalém ser reconstruído e todos nós nos reunirmos na Terra Santa, com a chegada de Mashiach, breve em nosso dias!

5) Segunda-feira, 19 Julho, 10 Av, O Templo Sagrado é Incendiado (69 EC) Os romanos incendiaram o Templo na tarde de 9 de Av e ele continuou a arder durante todo o dia 10 de Av. Por estes motivos, algumas das práticas de luto dos “Nove Dias” são observadas durante as horas matinais de 10 de Av. Bomba AMIA (1994) Terroristas árabes explodiram uma bomba no Centro Comunitário Judaico (AMIA) em Buenos Aires, Argentina, matando 86 pessoas (judeus e nao-judeus) e ferindo mais de 120. Este foi o ataque mais letal contra qualquer comunidade judaica da Diáspora desde o Holocausto.

Expulsão de Gaza (2005) Mais de 8.500 moradores judeus foram forçados a deixar suas casas em 25 cidades e assentamentos na Faixa de Gaza (incluindo 16 assentamentos no próspero cinturão “Gush Katif”) e norte de Shomrom no verão de 2005, como parte do malfadado “Plano de Desocupação” do governo israelense. O dia 10 de Av foi o prazo final estabelecido pelos governos para todos os judeus deixarem suas casas nessas áreas. Dois dias depois, dezenas de milhares de soldados e policiais começaram a remoção forçada dos milhares que se recusaram a sair voluntariamente. A remoção de todos os moradores judeus de Gush Katif e da Faixa de Gaza foi completada em 17 de Av, e no norte da Samaria um dia depois. O exército fez sua retirada dessas áreas em 8 de Elul, após arrasar com tratores todas as centenas de casas e prédios cívicos nos assentamentos. Os judeus mortos foram desenterrados e removidos dos cemitérios. Somente as sinagogas foram deixadas de pé.

As esperanças do governo de que a “desocupação” abrisse “novas oportunidades” nas relações com os árabes palestinos foram amargamente desapontadas. Nem bem os últimos soldados israelenses tinham deixado a Faixa de Gaza e as multidões árabes começaram os saques, profanando e queimando as sinagogas. Os assentamentos desocupados se tornaram palco de ataques terroristas contra Israel, incluindo o incessante lançamento de foguetes na cidade israelense vizinha de Sederot, e nas cidades e assentametnos de Negev Ocidental. Leis e Costumes = Final dos “Nove Dias” = Em lembrança ao incêndio do Templo que durou até 10 de Av, continuamos as práticas de luto dos “Nove Dias” (abster-se de carne e vinho, música, etc. – veja “Leis e Costumes para Av) até depois do meio-dia.

6) Quarta-feira, 21 Julho, 12 Av, A Disputa de Nachmânides (1263) Por ordem do Rei James I de Aragão (Espanha), Nachmânides (Rabi Moshê ben Nachman, 1194-1270), foi obrigado a participar num debate público, promovido na presença do rei, contra o judeu convertido ao Cristianismo, Pablo Christiani. Sua brilhante defesa do Judaísmo e refutações que culminou em sua vitória foi recebido como um insulto à religião do rei, e Nachmânides foi forçado a fugir da Espanha. Chegou a Jerusalém, onde encontrou apenas um punhado de famílias judias vivendo em abjeta pobreza, e ali reviveu a comunidade judaica. A sinagoga que construiu na Cidade Velha está em uso atualmente, sendo talvez a sinagoga mais antiga em todo o mundo.

7) Sexta-feira, 23 de julho, 14 de Av, Acendimento das velas de Shabat 20 minutos antes de pôr do sol: em Petrópolis, RJ: 23/07, 17:09h; Termino de Shabat, 24/07, 18:04h. O Templo Sagrado é Incendiado (69 EC) – Os romanos incendiaram o Templo na tarde de 9 de Av e ele continuou a arder durante todo o dia 10 de Av. Por estes motivos, algumas das práticas de luto dos “Nove Dias” são observadas durante as horas matinais de 10 de Av. Bomba AMIA (1994) – Terroristas árabes explodiram uma bomba no Centro Comunitário Judaico (AMIA) em Buenos Aires, Argentina, matando 86 pessoas, judeus e não judeus e ferindo mais de 120. Este foi o ataque mais letal contra qualquer comunidade judaica da Diáspora desde o Holocausto. O crime nunca foi esclarecida.

8) Expulsão de Gaza (2005) – Mais de 8.500 moradores judeus foram forçados a deixar suas casas em 25 cidades e assentamentos na Faixa de Gaza (incluindo 16 assentamentos no próspero cinturão “Gush Katif”) e norte de Shomrom no verão de 2005, como parte do malfadado “Plano de Desocupação” do governo israelense. O dia 10 de Av foi o prazo final estabelecido pelos governos para todos os judeus deixarem suas casas nessas áreas. Dois dias depois, dezenas de milhares de soldados e policiais começaram a remoção forçada dos milhares que se recusaram a sair voluntariamente. A remoção de todos os moradores judeus de Gush Katif e da Faixa de Gaza foi completada em 17 de Av, e no norte da Samaria um dia depois. O exército fez sua retirada dessas áreas em 8 de Elul, após arrasar com tratores todas as centenas de casas e prédios cívicos nos assentamentos. Os judeus mortos foram desenterrados e removidos dos cemitérios. Somente as sinagogas foram deixadas de pé.

As esperanças do governo de que a “desocupação” abrisse “novas oportunidades” nas relações com os árabes palestinos foram amargamente desapontadas. Nem bem os últimos soldados israelenses tinham deixado a Faixa de Gaza e as multidões árabes começaram os saques, profanando e queimando as sinagogas. Os assentamentos desocupados se tornaram palco de ataques terroristas contra Israel, incluindo o incessante lançamento de foguetes na cidade israelense vizinha de Sederot, e nas cidades e assentamentos de Negev Ocidental. Leis e Costumes: Final dos “Nove Dias” – Em lembrança ao incêndio do Templo que durou até 10 de Av, continuamos as práticas de luto dos “Nove Dias” (abster-se de carne e vinho, música, etc. – veja “Leis e Costumes para Av) até depois do meio-dia.

9) Shabat, 24 Julho, 15 Av, Fim da morte dos judeus no deserto (1274 AEC) Como conseqüência do incidente dos “Espiões” no qual a geração saída do Egito sob a liderança de Moshê demonstrou sua falta de preparo para a tarefa de conquistar e colonizar a Terra Santa, D’us decretou que toda a geração morreria no deserto. Após 38 anos vagando pelo deserto, a morte deles finalmente cessou, e uma nova geração de judeus estava pronta a entrar na Terra Santa. Era o dia 15 de Av do ano 2487 da Criação (1274 AEC). Termina a proibição do casamento inter-tribal (13º século AEC) Para assegurar a divisão ordenada da Terra Santa entre as doze tribos de Israel, tinham sido feitas restrições sobre casamentos entre membros de duas tribos diferentes. Uma mulher que tivesse herdado terras tribais de seu pai estava proibida de casar-se fora de sua tribo, para que seus filhos – membros da tribo do pai – não causassem a transferência de terras de uma tribo para outra ao herdar sua propriedade (Bamidbar 36). Este decreto foi válido apenas durante a geração que conquistou e colonizou a Terra Santa durante o período de 14 anos, 2488-2503 (1273-1258 AEC); quando a restrição foi levantada, a 15 de Av, o evento foi considerado motivo para celebração e festividades. A tribo de Benjamin foi readmitida (cerca de 1228 AEC) 15 de Av foi o dia no qual a tribo de Benjamim, que tinha sido excomungada por seu comportamento no incidente da “Concubina em Givá”, foi readmitida na comunidade de Israel (como está relatado em Juízes 19-21). O evento ocorreu durante o mandato de Othniel ben Knaz, que liderou o povo de Israel nos anos 2533-2573 da Criação (1228-1188 AEC).

10) Os obstáculos de Jeroboam são removidos (574 AEC) Com a divisão da Terra Santa em dois reinos, após a morte do Rei Salomão no ano 2964 (797 AEC), Jeroboam ben Nebat, governador do independente Reino Norte de Israel, colocou obstáculos na estrada para impedir seus cidadãos de fazerem a peregrinação tri-anual ao Templo Sagrado em Jerusalém, capital do Reino Sul da Judéia. Estes foram finalmente removidos 200 anos depois por Hosea ben Eilá, o último rei do Reino Norte, a 15 de Av, 3187 (574 AEC). Os mortos de Betar são sepultados (148 EC) A Fortaleza de Betar foi a última cidadela da rebelião de Bar Kochba. Quando Betar caiu a 9 de Av de 3893 (133 EC), Bar Kochba e milhares de judeus foram mortos; os romanos massacraram os sobreviventes da batalha com grande crueldade, e nem sequer permitiram que os judeus enterrassem os seus mortos.

Durante 15 anos, seus restos mortais permaneceram espalhados no campo de batalha. Quando os mortos de Betar foram finalmente sepultados a 15 de Av do ano 3908 (148 EC), uma bênção adicional (HaTov VehaMeitiv) foi acrescentada à “Graças Após as Refeições” em comemoração. Dia de formar “pares” = No antigo Israel, era costume que a 15 de Av as “filhas de Jerusalém saíssem com vestes de linho emprestadas (de modo a não constranger aquelas que não tivessem belas roupas)… e dançar nos vinhedos” e “aqueles que não tivessem uma esposa podiam ir até lá” para encontrar uma noiva (Talmud, Taanit 31a). “O dia da quebra do machado” Quando o Templo Sagrado ainda existia em Jerusalém, o corte anual de madeira para o altar era concluído a 15 de Av. O evento era celebrado com festividades e júbilo, como é o costume após a conclusão de um trabalho sagrado, e incluía uma quebra cerimonial dos machados, que davam seu nome ao dia.

11) Leis e Costumes – Aumentar o Estudo de Torá – A partir de 15 de Av deve-se aumentar o estudo de Torá, pois nessa época do ano as noites começam a ficar mais longas e “a noite foi criada para o estudo” (Talmud e Códigos). Shabat Nachamu (“Shabat do Consolo”) O Shabat após Nove de Av é chamado Shabat Nachamu (“Shabat do Consolo”) palavras iniciais da leitura do dia dos Profetas (Haftará). Esta é a primeira das séries de leituras conhecidas como “As Sete de Consolo” lidas nas sete semanas de Nove de Av até Rosh Hashaná. Ética dos Pais: Capítulo 3

Em preparação para a Festa de Shavuot, estudamos um dos seis capítulos da Ética dos Pais do Talmud (Avot) na tarde de cada um dos seis Shabatot entre Pêssach e Shavuot; esta semana estudamos Capítulo Três. (Em muitas comunidades – e este é o costume Chabad – o ciclo de estudo é repetido durante todo o verão, até o Shabat anterior a Rosh Hashaná.) Leitura da Torà – A Perashá: Vaetchanan (Devarim/Deuteronômio 03:23-07:11); Haftorá (Os Profetas): Isaías 40:1-26. “25. A quem, pois, me comparareis, para que eu lhe seja semelhante? diz o Santo.” ”26 Levantai ao alto os vossos olhos, e vede: quem criou estas coisas? Foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por ser ele grande em força, e forte em poder, nenhuma faltará.”

12) Para Contemplar: Templos sagrados destruídos – Tanto o Primeiro como o segundo Templo em Jerusalém foram destruídos em 9 de Av: o 1° pelos babilônios em 3338 (423 AEC) e o 2° pelos Romanos em 3829 (69 EC).
A destruição dos Templos representa a maior tragédia na História Judaica, pois assinala nossa descida à galut – o estado de exílio físico e afastamento espiritual no qual nos encontramos hoje. Assim, a Destruição é pranteada como uma tragédia que afeta nossa vida hoje, 2000 anos depois, não menos que a própria geração que a viveu em primeira mão. Porém Nove de Av também é um dia de esperança. O Talmud relata que Mashiach (“O Ungido” – o Messias), nasceu no mesmo momento em que o Templo foi incendiado e o Galut começou. [Isso está de acordo com os ensinamentos de Nossos Sábios, que:
“Em toda geração nasce um descendente de Yehuda que é digno de se tornar o Mashiach de Israel” (Bartinoro sobre Ruth); “Quando chegar a hora, D’us se revelará a ele e o enviará, e então o espírito de Mashiach, que está oculto em segredo no Alto, se manifestará nele” (Chattam Sofer).]
Pensamento da Semana: A diferença entre um degrau e um obstáculo no caminho está em como utilizamos os tijolos!

13) Com os melhores desejos para uma semana muito boa, saudável e próspera, e SHABAT SHALOM!

Coordenador: Saul Stuart Gefter, 14 de Av de 5781 – 23 de julho de 2021

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